quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu que não queria morta,e bem certa tá aí


adianta não somente o som, e escrever.

foram trancas e mais trancas. tetos abaixo de um sol que nunca apareceu... e todos amarelecidos pálidos pelo abandono do céu. medo de deus.

deus permitiu barulho lá fora
bola murcha e quatorze perninhas e um vai vem de gritos
.... cozer lá fora radiante, que no peito na cara em todo seu poder de amedrontar e queimar quem o ousa.

deus é sempre bom.

permitiu o barulho lá fora. permitiu a eterna prisão do já preso.




Ali na casa sete e sete, medo desespero real. de mãos frias olhos d'água e mais e mais trancas no teto normal : cerrado.

fechadas janelas , portas abertas o sol infernal

daqui de fora que de tão bonito impossibilitou a minha visão sobre ela (morta).

e morta lá que nem sem sol em vida, inferno em vida,abismará na rotineira escuridão de seus dias...cumprindo com o empurrar que a nós pertence :



a calma de dentro explode histérica. ócios inchados de tanta flacidez de um tempo dobrado em ondas e mais ondas de pele.
surpreende prende. o SOL lá em cima, que tostando sugando explodindo em visões e cores possíveis e impossíveis é aquele quem dá a vida e mata.

nem somente sol,nem grande o sol. o problema não é só o sol. "a vida é mutirão de todos,por todos remexida e temperada"1

1em Grande sertão. Ser tão grande.



terça-feira, 16 de março de 2010

Adeus!!!
Rotina velha de cansar em círculos






O retorno de Ulisses em volta de um mundo injustamente redondo é enfim interrompido por uma raiva nada habitual das formas. Uma pequena armadilha do esperado.


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E que caia sempre sem pressa,em toda a sua vida!

As estrelas, porém,se é que são estrelas,arranham o globo ocular com tracejados azuis de linhas tortas. Estonteante que só elas.
Ai meus olhos!isso para todo momento.

ébrio


para quando te ponhas no além mundo mar

Tédio
de antes os dias séculos de andar em círculos agora dos pulmões dilacerados pela pressão do ar que quer entrar e entrar
é um tumulto,é sem fim cair cair cair cair cair e cair

Bons sonhos e quedas para todo o sempre amém


saúde,Ulisses!!!
"Muito além do céu
Nada a temer, nada a conquistar
Depois que esse trem começa andar, andar
Deixando pelo chão
Os ratos mortos na praça"

domingo, 22 de novembro de 2009

ATÉ AGORA

















































SÓ ESPERA

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Melhor se calar pros outros.Maneiro é o silêncio.E ele, bem leve em si fica.

Melhor ainda é caminhar ao redor da vulva,ao passo adentro escuridão...

Melhor escuridão:confortante.
Ar que não entra nem sai.
Prêmio maior nos TEMPOS NOSSOS:
Apesar de Deus não existir,a pele existe.

A fila em frente,redemoinho de gente,moinho de carne,rachados em calor olhos e olhos e olhos que são dos animais empurrando-se para um pequeno sopro na testa.



A vida bem devagar anda para os grandes lábios que chupam nossos olhos e corações.



Melhor mesmo é o absoluto nada,esse conforta simplesmente em palavra.Mas como as outras:tédio sempre no mesmo meio-dia de sol... suor...
Por isso te encara em frente ao espelho,ou qualquer merda de coisa, que te engane com o reflexo do que não é.


-não é,entende?!



-entende mesmo Então?!



Nas minhas mãos se esvaem como gelatina todas as certezas de homem que sou não consegui pegar nada somente aparência...

Melhor suor cuspe leite de pau vagina sangue e água que nos torna...

-vaselina nas coisas profundas que o grande olho observa e queima e eu preciso demais sempre escorregar.






"A verdade cega, como a luz. A mentira, pelo contrário, é um belo crepúsculo que realça cada objecto.”

Camus,em A Queda.







Lamento afetar seu gosto pela falta do ideal esperado.A sobrevivência fala mais alto sempre,e até quem quer morrer está ainda vivo.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Indepedência ou morte
Descansa em berço forte
A paz na Terra amém"

Fernando Brant & Beto Guedes & Lô Borges
Os cães se rondam em alegria, e nem sequer lembrei do caos de paredes empoeiradas e dos pequenos, com seus demoniozinhos, que me atordoam no girar do mundo. Línguas de ponta dupla. Meu país abaixo toda hora. Fraco como o próprio juízo, insuficiente para encarar tais indeterminadas coisas.
Deus me espera na porta (cinto na mão: aborrecido, justo e apreensivo) eu pisei nas formigas pela falta de retidão, pelas cores inadequadas, pela falta de língua, por não saber da força que é ser.
Domingo bem a frente se agarra a mim, parado seja o sol na eternidade da vida mansa e besta, deixando o pai esperar- Sete dias para criar é muito pouco. Tomara meu deus meus deuses, que nem tempo exista. E que saia do dicionário as coisas reais, inclusive essas palavras.

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"Lá chegam todos,lá chegam todos... qualquer dia,salvo venda,chego eu também... Se nascem,afinal,todos para isso..." Álvaro de Campos