Variação espiralada
para um determinado caracol vermelho
Um caracol é um caracol.Assume-se em curva,negando-se à linha reta da solidão.________linha padrão.
Em tãos rodeios e rodeios frente aos meus castanhos,inútil contar os pontos pretos,há de se ver na camada ofuscante o início,meio e fim.Sem fim.-o silêncio do meu não,é mais e mais um sim sincero.Letais molares espirais,ataque de caracóis qual curva das linhas do sol.
Desassossego.
Se mira,duas grandes bolas de chuvas de sangue vermelho.Vermelho.Nós,soterrados sob céu que inflama em fogo das santas de luz,enchama.
Sinais,sinais ,sinais e sangue soa voz de passarinho certeiro.Sangue e mais sangue com fogo e dança na roda das varialmas de passo e compasso com coco.Se paro, tudo isso me vê e me vem.
Um caracol é um caracol.Assume-se em curva...
terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
GÊNESIS
se vira do pó se mexe o silêncio sacode no céu-Estrela. Se só,sossego sorrido me lambo pra lua e a senda da nó.
Céu feito.
barulho pegado e faz dois e feito de eco efeito um jato em mil.Perfeito.
Perfeito.Perfeito...
E o resto?
A água e o vinho em um bater forte das gotas que cospe, nem sei se em pecado ou em salvação.
E as Vastas correntes, correligionárias, em tormenta e gritos, areia na boca misturam a canção.
é um turbilhão de pólvoras a todo estopor,uma grande prostituta que amamenta os peões moribundos de pés e mãos enormes quase sem cabeça(de merda então).quem há de importar-se?
o rei de desdita nem sabe se dita ou não sabe a canção.
a crença é que rege o besta que elege quem vai ter ou não.
um bom lugar de frutos e calmarias.o céu apareceu pra mim toscamante chamejante e veio a criatura no universo placentário,tão somente em si.
me faço.
E FEITO
se vira do pó se mexe o silêncio sacode no céu-Estrela. Se só,sossego sorrido me lambo pra lua e a senda da nó.
Céu feito.
barulho pegado e faz dois e feito de eco efeito um jato em mil.Perfeito.
Perfeito.Perfeito...
E o resto?
A água e o vinho em um bater forte das gotas que cospe, nem sei se em pecado ou em salvação.
E as Vastas correntes, correligionárias, em tormenta e gritos, areia na boca misturam a canção.
é um turbilhão de pólvoras a todo estopor,uma grande prostituta que amamenta os peões moribundos de pés e mãos enormes quase sem cabeça(de merda então).quem há de importar-se?
o rei de desdita nem sabe se dita ou não sabe a canção.
a crença é que rege o besta que elege quem vai ter ou não.
um bom lugar de frutos e calmarias.o céu apareceu pra mim toscamante chamejante e veio a criatura no universo placentário,tão somente em si.
me faço.
E FEITO
quarta-feira, 6 de maio de 2009
abra bem a boca e engula.
abra bem a boca e engula.
Ai,Meu deus do céu!
em um só momentinho engasgado sem dó
baba desce e bate no peito.banha de porco,busto de bicho,pomba doente.multifacetador de pequenas sementes.
arena cercada de todas as hienas cínicas em estrelato na vida.
diálogo de vento sem ida.
massa de gente carcomida nos olhos e na língua.
uma chupada nas verdades que fere tanto a goela de berro contido pelo fenomenal tamanho do estrago que fez,que faz.
vai à Miracolópolis e arranja uma gilete,e eu rasgo as tripas com a mesma ligeireza do criar das coisas.
conforme Deus,conforme.
conforme espelho crivado,que demais de buraco é meu e eu ,sem imagem.
abra bem a boca e engula.
Ai,Meu deus do céu!
em um só momentinho engasgado sem dó
baba desce e bate no peito.banha de porco,busto de bicho,pomba doente.multifacetador de pequenas sementes.
arena cercada de todas as hienas cínicas em estrelato na vida.
diálogo de vento sem ida.
massa de gente carcomida nos olhos e na língua.
uma chupada nas verdades que fere tanto a goela de berro contido pelo fenomenal tamanho do estrago que fez,que faz.
vai à Miracolópolis e arranja uma gilete,e eu rasgo as tripas com a mesma ligeireza do criar das coisas.
conforme Deus,conforme.
conforme espelho crivado,que demais de buraco é meu e eu ,sem imagem.
terça-feira, 14 de abril de 2009
UM MAL SECRETO FINAL DE DIA BEM QUENTE
me queimou.
os tentáculos do sol são sugados pela bola maior até que o pequeno espelho d'água escureça.
e minha pele para de morrer.vai já,ilusão demente.
é assim que me ama,solzinho.
seca minhas folhas,e rouba água dos galhos.
e eu, na ilusão de uma justiça acredito na luz que acende minha beleza.
na ilusão de uma de alguma justiça, as cores da vida estão acesas, ...mesmo que me mate depois bem devagarinho,seca e só.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Já quase no fim,o boi geme como nunca me vi.A união do couro já já desfaz,e o que esborra é sangue.
Pêlos manchados,vermelhidão tomada,olhos de morte.
Acabou?
Nada.O costume já tenho,mas hoje tá foda.
Fecha-se fronteiras,a carne de tanto sal à gosto de morte,seca.Sim, seca o indivíduo,que quer sair ,mas não sai.O portão de arribar lá distante longinho distante,Dez passos. onde um só é impossível.
O sol lembra-se de vingar,tipo queimor de carnaval,verãozão dos infernos.
boi do diacho pra morrer.Contorcendo-se, gasto,vivendo-se morto.Ele lá,firme forte com dor.
E não é que um abatedor não costuma fraquejar!
O portão bem ali.
Vai vai vai.
Vai nada.parafusou-se,pálido como víbora.
Pêlos manchados,vermelhidão tomada,olhos de morte.
Acabou?
Nada.O costume já tenho,mas hoje tá foda.
Fecha-se fronteiras,a carne de tanto sal à gosto de morte,seca.Sim, seca o indivíduo,que quer sair ,mas não sai.O portão de arribar lá distante longinho distante,Dez passos. onde um só é impossível.
O sol lembra-se de vingar,tipo queimor de carnaval,verãozão dos infernos.
boi do diacho pra morrer.Contorcendo-se, gasto,vivendo-se morto.Ele lá,firme forte com dor.
E não é que um abatedor não costuma fraquejar!
O portão bem ali.
Vai vai vai.
Vai nada.parafusou-se,pálido como víbora.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
ela,rodopiando em branco e preto.pula pula salta só.derrete de calor sem cor na grama branca.ata desata reata nó.
e eu,
o translúcido que vê,babo histericamente a imagem real de um sonho extraordinário.
até a ponta da faca, a milésimos de segundos do coração, consente atraso.
carregado de insignificância,o arco-íris retira-se. e o sol permite-se branco a esse turbilhão confuso.é um estouro,um vácuo dessemelhante a tudo. filme nunca visto.infilmável.faltam cores.mas se faltam,que falte,não me venha mais...
indefinível aos olhos.
a branco e preto sem cessar rodopia gira salta solta os cabelos.
em frente ao pai,ao padre,à puta,ao povo
-PÁRA A DANÇA!
-PÁRA A DANÇA!
e pára dança não acontece.
impossível.
trilhões de trompetes,trombones e trompas ejaculam imprevisíveis notas jamais dançáveis.e lá ela roda gira salta solta,lá ela dança,pula geme passa.
até que se misture treva e luz,em círculos e mais círculos de caos.gira, salta e solta no ar.
...
lá o translúcido,sempre só, translúcido ...faca no peito...sempre sempre ...
e eu,
o translúcido que vê,babo histericamente a imagem real de um sonho extraordinário.
até a ponta da faca, a milésimos de segundos do coração, consente atraso.
carregado de insignificância,o arco-íris retira-se. e o sol permite-se branco a esse turbilhão confuso.é um estouro,um vácuo dessemelhante a tudo. filme nunca visto.infilmável.faltam cores.mas se faltam,que falte,não me venha mais...
indefinível aos olhos.
a branco e preto sem cessar rodopia gira salta solta os cabelos.
em frente ao pai,ao padre,à puta,ao povo
-PÁRA A DANÇA!
-PÁRA A DANÇA!
e pára dança não acontece.
impossível.
trilhões de trompetes,trombones e trompas ejaculam imprevisíveis notas jamais dançáveis.e lá ela roda gira salta solta,lá ela dança,pula geme passa.
até que se misture treva e luz,em círculos e mais círculos de caos.gira, salta e solta no ar.
...
lá o translúcido,sempre só, translúcido ...faca no peito...sempre sempre ...
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